segunda-feira, abril 04, 2005

Gestão de Arquivos de Família

Caro Leitor deste POL,
É com enorme satisfação que anuncio em primeira mão que já se encontra para comercialização, um produto de elevada qualidade e eficácia para quem pretende organizar o seu Arquivo de Família. A TombosSoft, tem dísponível para aquisição, uma base de dados onde pode inserir e gerir toda a documentação da sua família, concebido de acordo com as normas em vigor para a organização, visualização e impressão dos dados de um arquivo. De fácil utilização e manuseamento a base de dados é vendida num pacote simples (250€), ou na sua versão mais completa(350€), onde é possivel ver os documentos mais importantes no ecran do seu computador sem ter necessidade de os manusear. Este software inteiramente desenvolvido em Portugal (Olhão), permite ser personalizado de acordo com o brasão da Família. Para quaisquer esclarecimentos enviar pedido para www.belair@iol.pt
A TombosSoft, tem igualmente uma versão deste produto concebida para arquivos municipais, esta versão porém, está disponível sob consulta personalizada.
Se tem documentação dispersa que gostaria de ver devidamente classificada e organizada não hesite e faça-lhes um pedido de consulta.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Ás voltas com o Património

Aproveito mais uma vez a oportunidade de deixar aqui aos olhanenses que tiverem a curiosidade de saber onde param os documentos da nossa história,o seu local exacto.
No antigo Matadouro Municipal, inaugurado em 1893 (já fez cem anos), estão albergados os documentos que constituem a nossa memória passada. Tenho imenso prazer em dizer que estão muito bem entregues, pois o funcionário que lá labora, é uma pessoa dedicada a 100% ao que faz e o faz com grande profissionalismo. Apesar das condições não serem as mais indicadas para a preservação e acondicionamento de documentos, tem de trabalhar com o que tem. Posso dizer-vos que toda a documentação está devidamente classificada e ordenada, assim como existe um registo informático de tudo o que lá se encontra. A documentação pode ser consultada nos dias úteis das 14:00 ás 19:00 horas. Creio que se deveria investir, através do PARAM (para quem não sabe isto quer dizer consultem a página da Torre do Tombo em www.iantt.pt) na recuperação do espaço. O legado cultural do nosso passado está encerrado entre estas paredes, que no mínimo, mereciam mais respeito.
Por muito que nos custe, é assim que se deve tratar a nossa história ?

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Marqueses de Olhão

Comemorando o 1º de Dezembro de 1640.
Gostaria de propor aqui que se criasse um Fundo Documental contendo o espólio dos Marqueses de Olhão. Não existe qualquer registo documental no Arquivo Histórico Municipal sobre estes ilustres senhores. Graças à iniciativa dos bravos olhanenses de 1808 que se insurgiram contra as tropas de Napoleão, o conde de Castro Marim recebe de sua Majestade, a Raínha da Maria I, o título de Marquês de Olhão.
Haverá interesse em que este fragmento do património dos olhanenses continue disperso ?

Este é o brasão dos Marqueses de Olhão. Não tem qualquer referência à nobre vila que o tornou possível, no entanto, é nosso por direito. É o nosso dever tê-lo próximo. Gostaria que existisse alguma diligência por parte das autoridades em revelá-lo ao público, contar a história próxima dos olhanenses de 1808. Se tiver alguma informação sobre este assunto não hesite e deixe-me um comentário.

terça-feira, novembro 30, 2004

Depois de isto o que se pode fazer !

Pequeno contributo para a defesa do património do nosso concelho, que tão maltratado tem sido.
Tendo provávelmente sido possivel navegar na ribeira de Marim até Quelfes, existe aínda hoje na margem da mesma, uma estrutura que poderá ter sido um ancoradouro, a uns escassos 200 metros da povoação. Na sua“Monografia do Concelho de Olhão”, Ataíde Oliveira faz menção a “alguns” moínhos de água na ribeira de Marim .Após a análise de fotografias de satélite da ribeira de Marim, para além do moínho de maré existente, apenas uma outra estrutura aparece nas margens da ribeira.
Querendo confirmar este dado, efectuei, eu mesmo, um levantamento das dimensões aproximadas da estrutura anteriormente referida, não me parecendo razoável aceitar que a mesma, seja de facto, um moínho. Sendo constituído por um patamar único; com uma forma trapezoidal; um comprimento total aproximado de 6,50 metros no lado voltado para o leito da ribeira; apresenta quer no lado a montante quer no lado a jusante, uma abertura com cerca de 1,50 metros de comprimento e 1,30 metros de largura; exactamente no centro da estrutura encontramos um fosso rectangular com aproximadamente 1,30 metros de largura por 1,20 metros de comprimento e uma profundidade de 1,20 metros; todo este conjunto sobressai, na sua parte mais larga, cerca de 3,20 metros para o exterior do muro que separa a propriedade do leito da ribeira. Pude aínda observar que, o fosso existente no centro da estrutura; não dispõe de medidas o suficientemente amplas para que no seu interior pudesse, eficazmente, girar uma roda de moínho; para além do facto de não existirem quaisquer indícios de encaixes para todo o restante aparelho de engrenagens existentes num moínho de água. Atendendo aínda à elevada inclinação do terreno adjacente (lado poente) e à ausência de quaisquer ruínas no local que pudessem comprovar a existência de um edifício de moagem, pode concluír-se que, efectivamente, não poderia se tratava de um moínho.
Acredito, porém, que um levantamento arquelógico, rigoroso e detalhado, por parte das autoridades competentes, nos permitiria chegar a uma conclusão precisa sobre a função e provável período de construção desta estrutura.
Gostaria de sondar a opinião dos leitores deste POL(pasquim on line)...